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Performance · 9 min de leitura

Tráfego pago para captação de cotações: a estrutura de campanha que funciona para agências

Como organizar Google Ads e Meta Ads para gerar cotações — não cliques — com remarketing, testes de criativo e métricas de negócio.

Agências que “já tentaram tráfego pago e não funcionou” quase sempre tiveram o mesmo problema: campanhas otimizadas para clique ou para mensagem, sem página de cotação, sem rastreamento de conversão e sem processo para responder rápido. A mídia não estava errada; faltava o sistema em volta dela.

A estrutura abaixo é a que usamos para transformar verba de mídia em cotações qualificadas para agências de lazer, operadoras e receptivos.

Antes da campanha: o que precisa existir

  • Uma landing page por destino ou oferta, com formulário de cotação.
  • Evento de conversão configurado (cotação enviada), enviado ao Google Ads e à Meta.
  • CRM ou planilha que registre origem e campanha de cada cotação.
  • Alguém responsável por responder em até 15 minutos em horário comercial.

Google Ads: capturar a intenção que já existe

O viajante que digita “pacote Cancún all inclusive julho” está no fim do funil. A estrutura:

  • Campanhas por destino, com grupos de anúncios por variação (“pacote”, “viagem”, “resort”), correspondência de frase e negativas bem cuidadas (“emprego”, “grátis”, “como chegar”).
  • Campanha de marca, barata e obrigatória: quem procura o nome da sua agência precisa encontrá-la em primeiro.
  • Campanha local para “agência de viagens em [cidade]”, com extensão de local e chamada.
  • Performance Max só depois de acumular conversões reais — antes disso, ela otimiza para o que não interessa.

Meta Ads: criar demanda e recuperar interesse

No Instagram e no Facebook o viajante ainda está sonhando. Aqui a lógica é diferente:

  • Prospecção com criativos de destino (vídeo curto, carrossel de roteiro) e público amplo ou por interesse, otimizando para o evento de cotação — não para mensagem ou clique.
  • Remarketing em camadas: quem visitou a página do destino, quem começou o formulário, quem cotou e não fechou. Cada camada com mensagem própria.
  • Lookalike a partir de quem cotou ou comprou, quando houver volume.

Testes de criativo: um ciclo por quinzena

Teste sempre um elemento por vez — a promessa, a imagem, o formato. Mantenha uma nomenclatura que permita comparar (destino_formato_promessa_versão) e desative o que perde por duas semanas seguidas. Em turismo, imagens de pessoas vivendo o destino tendem a superar fotos genéricas de paisagem.

As métricas que precisam estar no relatório

MétricaPor que importa
Custo por cotaçãoÉ o CPL que interessa para uma agência.
Taxa cotação → vendaMostra se a mídia traz gente com intenção real.
Custo por venda e ROASFecha a conta: quanto entrou para cada real investido.
Tempo de primeira respostaCotação respondida em 15 minutos converte muito mais do que em 24 horas.
Receita por destinoOrienta onde aumentar ou cortar verba no ciclo seguinte.

Na gestão de tráfego pago da Digital Tour, o relatório mensal traz essas métricas por destino e canal. E quando a agência não tem quem responda rápido, o SDR terceirizado assume o primeiro contato.

Sazonalidade: planejar a verba pelo calendário do viajante

Réveillon se vende em agosto; férias de julho, em março e abril; Disney, quase o ano todo. Um calendário de destinos por trimestre evita o erro clássico de anunciar o pacote quando ninguém está mais pesquisando — e permite concentrar verba onde a intenção está alta.

Próximo destino

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