Agências que “já tentaram tráfego pago e não funcionou” quase sempre tiveram o mesmo problema: campanhas otimizadas para clique ou para mensagem, sem página de cotação, sem rastreamento de conversão e sem processo para responder rápido. A mídia não estava errada; faltava o sistema em volta dela.
A estrutura abaixo é a que usamos para transformar verba de mídia em cotações qualificadas para agências de lazer, operadoras e receptivos.
Antes da campanha: o que precisa existir
- Uma landing page por destino ou oferta, com formulário de cotação.
- Evento de conversão configurado (cotação enviada), enviado ao Google Ads e à Meta.
- CRM ou planilha que registre origem e campanha de cada cotação.
- Alguém responsável por responder em até 15 minutos em horário comercial.
Google Ads: capturar a intenção que já existe
O viajante que digita “pacote Cancún all inclusive julho” está no fim do funil. A estrutura:
- Campanhas por destino, com grupos de anúncios por variação (“pacote”, “viagem”, “resort”), correspondência de frase e negativas bem cuidadas (“emprego”, “grátis”, “como chegar”).
- Campanha de marca, barata e obrigatória: quem procura o nome da sua agência precisa encontrá-la em primeiro.
- Campanha local para “agência de viagens em [cidade]”, com extensão de local e chamada.
- Performance Max só depois de acumular conversões reais — antes disso, ela otimiza para o que não interessa.
Meta Ads: criar demanda e recuperar interesse
No Instagram e no Facebook o viajante ainda está sonhando. Aqui a lógica é diferente:
- Prospecção com criativos de destino (vídeo curto, carrossel de roteiro) e público amplo ou por interesse, otimizando para o evento de cotação — não para mensagem ou clique.
- Remarketing em camadas: quem visitou a página do destino, quem começou o formulário, quem cotou e não fechou. Cada camada com mensagem própria.
- Lookalike a partir de quem cotou ou comprou, quando houver volume.
Testes de criativo: um ciclo por quinzena
Teste sempre um elemento por vez — a promessa, a imagem, o formato. Mantenha uma nomenclatura que permita comparar (destino_formato_promessa_versão) e desative o que perde por duas semanas seguidas. Em turismo, imagens de pessoas vivendo o destino tendem a superar fotos genéricas de paisagem.
As métricas que precisam estar no relatório
| Métrica | Por que importa |
|---|---|
| Custo por cotação | É o CPL que interessa para uma agência. |
| Taxa cotação → venda | Mostra se a mídia traz gente com intenção real. |
| Custo por venda e ROAS | Fecha a conta: quanto entrou para cada real investido. |
| Tempo de primeira resposta | Cotação respondida em 15 minutos converte muito mais do que em 24 horas. |
| Receita por destino | Orienta onde aumentar ou cortar verba no ciclo seguinte. |
Na gestão de tráfego pago da Digital Tour, o relatório mensal traz essas métricas por destino e canal. E quando a agência não tem quem responda rápido, o SDR terceirizado assume o primeiro contato.
Sazonalidade: planejar a verba pelo calendário do viajante
Réveillon se vende em agosto; férias de julho, em março e abril; Disney, quase o ano todo. Um calendário de destinos por trimestre evita o erro clássico de anunciar o pacote quando ninguém está mais pesquisando — e permite concentrar verba onde a intenção está alta.